21- Sistema Auditivo

Aline Roberta Xavier da Silva1; Paula Beatryz Silva de Oliveira1; Karinna Veríssimo Meira Taveira2

1acadêmica em Fonoaudiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); 2docente associada do Departamento de Morfologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O sistema auditivo pode ser referido em duas porções distintas, inter-relacionadas, definidas como sistema auditivo periférico e sistema auditivo central.

SISTEMA AUDITIVO PERIFÉRICO

O sistema auditivo periférico pode ser definido por um conjunto de órgãos responsáveis pela captação e transmissão (orelha externa), transdução (orelha média) e processamento de  sons (orelha interna e nervo vestibulococlear) até a via auditiva central. 

A orelha é um órgão vestíbulo-coclear, que está relacionada com a audição e o equilíbrio. Está localizada no osso temporal e é dividida em três porções: orelha externa, orelha média e orelha interna.

Fig 1. Divisão anatômica da orelha. Fonte: Adaptado de Silverthorn, 2017.

ORELHA EXTERNA

A orelha externa, primeira porção da orelha, é responsável pela captação e condução do som para a membrana timpânica. É constituída por duas estruturas: o pavilhão auricular e o meato acústico externo.

Pavilhão auricular

Se projeta a partir do lado da cabeça e coleta as ondas sonoras. É composto de cartilagem elástica e recoberta com pele. O pavilhão auricular possui diversas depressões e elevações. As depressões são a concha (depressão mais profunda), a fossa triangular e a fossa escafóide. As elevações são a hélice, anti-hélice e o trago e antitrago. O lóbulo da orelha não possui cartilagem, consistindo em tecido fibroso, gordura e vasos sanguíneos.

Fig 2. Pavilhão auricular. Fonte: ZORZETTO, 2006.

Meato acústico externo

É um curto conduto que estende-se da concha à membrana timpânica e mede aproximadamente 25 mm de comprimento, tendo uma forma de S em adultos.

Divisão estrutural

  • 1/3 lateral: cartilaginoso e revestido com pele, que é contínua com a pele da orelha.
  • 2/3 mediais: ósseo, revestido por pele fina, que é contínua com a lâmina externa da membrana timpânica.

Glândulas ceruminosas e sebáceas situadas no tecido subcutâneo da parte cartilaginosa do meato acústico externo produz cerúmen (cera do ouvido).

Relações do meato acústico externo

  • Anteriormente: processo condilar da mandíbula
  • Superiormente: fossa média do crânio
  • Posteriormente: células mastóideas (no processo mastóideo)

Vascularização, drenagem e inervação da orelha externa

VascularizaçãoDrenagem linfáticaInervação
IRRIGAÇÃO: Derivado principalmente
das artérias auricular posterior e temporal superficial.  
DRENAGEM: As veias auriculares correspondem às artérias da orelha
– Linfonodos parotídeos superficiais: drena face lateral da metade superior da orelha.  
Linfonodos mastóideos: drena face medial da metade superior da orelha.
Linfonodos cervicais superficiais: drena restante da orelha.
N. auricular magno:  supre as faces superior e lateral abaixo do meato acústico externo.  
N. auriculotemporal: supre pele acima do meato acústico externo.  

MEMBRANA TIMPÂNICA

A membrana timpânica é uma estrutura fina e semitransparente de aproximadamente 2-3 cm de diâmetro que separa o meato acústico (orelha externa) da cavidade timpânica (orelha média). A membrana timpânica normal apresenta cor pérola-acinzentada e reflete um cone de luz no quadrante ântero-inferior, usualmente chamado cone luminoso.

Divisão estrutural

  • Parte flácida: pequena área triangular que prende-se diretamente ao osso, sendo constituída apenas por pele e túnica mucosa. É frouxa e fina.
  • Parte tensa: maior e principal parte da membrana que prende-se à extremidade medial do meato acústico externo por meio do anel timpânico, sendo responsável pela complacência da membrana e transmissão de vibração para a orelha média. É retesada.

A membrana timpânica exibe aspecto levemente côncavo na face externa devido à tração do manúbrio do martelo (o primeiro dos três ossículos do ouvido), firmemente fixo à face interna da membrana.

Fig 3. Vista otoscópica da membrana timpânica. Fonte: Standring, 2010

Inervação da Membrana Timpânica

– Nervo auriculotemporal (ramo do NC V): inerva parte externa da membrana timpânica; – N. glossofaríngeo: inerva face interna da membrana timpânica

ORELHA MÉDIA

A segunda parte da orelha é formada principalmente por uma pequena câmara cheia de ar na porção petrosa do osso temporal denominada cavidade do tímpano. Essa cavidade se comunica com a nasofaringe por um canal osteocartilaginoso chamado tuba auditiva.

CAVIDADE TIMPÂNICA

É uma pequena câmara cheia de ar na porção petrosa do osso temporal que se conecta anteriormente à nasofaringe por meio da tuba auditiva e póstero-superiormente se conecta as células mastóideas através do antro mastóideo.  A orelha média tem forma de semelhante a uma caixa, e possui um teto, um assoalho e quatro paredes.

  • Parede lateral ou membranácea: é formada quase totalmente pela convexidade em pico da membrana timpânica, e parede óssea lateral do recesso epitimpânico, manúbrio do martelo. O cabo do martelo está fixado à membrana timpânica, e sua cabeça estende-se até o recesso epitimpânico.
  • Parede medial ou labiríntica: Separa a cavidade timpânica da orelha interna. Também apresenta o promontório da parte inicial da cóclea, a janela oval e janela redonda.
  • Parede superior, teto ou tegmentar: fina lâmina de osso que separa a cavidade timpânica da dura-máter no assoalho da fossa média do crânio.
  • Parede inferior, soalho ou jugular: uma fina parede que separa a cavidade timpânica do bulbo superior da veia jugular.
  • Parede anterior ou carotídea:  separa a orelha média do canal carótico. Superiormente possui a abertura para a tuba auditiva.
  • Parede posterior ou mastoidea: apresenta uma abertura na parte superior que conecta a orelha média com o antro mastóideo.
Fig 4. Cavidade timpânica. Fonte: Zorzetto, 2006.

TUBA AUDITIVA

Também chamada de tuba faringotimpânica por conectar a cavidade timpânica à parte nasal da faringe, a estrutura tem como função equilibrar a pressão da orelha média com a pressão atmosférica, permitindo assim, o movimento livre da membrana timpânica.

Divisão estrutural: A tuba mede cerca de 35 a 38 mm de comprimento, sendo uma estrutura osteocartilaginosa

  • 1/3 lateral: ósseo
  • 2/3 mediais: cartilaginoso

A tuba é aberta pela ação dos músculos levantador do véu palatino e tensor do véu palatino. Eles são músculos do palato mole, por isso estalos estão associados com o bocejo e a deglutição.

OSSÍCULOS DA AUDIÇÃO

  • Martelo: É o primeiro e o maior ossículo da cadeia e  parte dele está inserido na membrana timpânica. Mede 8 ou 9 mm de comprimento e consiste em cabeça, colo, processo lateral, processo anterior e cabo.
  • Bigorna: É o mais longo dos três ossículos. O  seu corpo se situa no recesso epitimpânico, onde se articula com a cabeça do martelo. É formado por corpo, ramo longo e ramo curto.
  • Estribo: É o menor osso do corpo humano e o mais medial da cadeia ossicular. Pesa em média 2,8 g e mede, em média, 3,26 mm de altura. Consiste na cabeça, na base e em dois ramos. A base do estribo se ajusta na janela do estribo (janela oval), vibrando contra ela.

Músculos associados aos ossículos: m. tensor do tímpano e estapédio. Eles evitam danos à orelha interna quando uma pessoa é exposta a sons altos.

Fig 5. Cadeia ossicular articulada. Fonte: Zorzetto, 2006.

VASCULARIZAÇÃO, DRENAGEM E INERVAÇÃO DA ORELHA MÉDIA

VascularizaçãoDrenagem linfáticaInervação
IRRIGAÇÃO: Derivada das artérias auricular profunda, timpânica anterior e estilomastóidea.   DRENAGEM: As veias para a cavidade timpânica terminam no plexo venoso pterigóideo e no seio petroso superior, e correspondem às artérias.– Linfonodos parotídeos ou cervicais superiores: drena mucosas timpânica e antral
Linfonodos cervicais profundos: drena a extremidade timpânica da tuba auditiva.
A cavidade timpânica contém o plexo timpânico e o nervo facial. Ramos do plexo e o nervo facial suprem as estruturas no interior da cavidade timpânica.
– Ramos do plexo timpânico são responsáveis pela inervação da túnica mucosa da orelha média e tuba auditiva adjacente.  

ORELHA INTERNA

A orelha interna contém o órgão vestibulococlear relacionado com a recepção do som e com a manutenção do equilíbrio. O órgão vestibulococlear é composto pela cóclea (órgão da audição) e pelo utrículo, sáculo e os canais semicirculares (órgãos do equilíbrio).

A orelha interna consiste no labirinto ósseo e no labirinto membranáceo. O labirinto membranáceo contendo endolinfa está suspenso dentro do labirinto ósseo pela perilinfa: ambos os líquidos transportam ondas sonoras para os órgãos terminais para audição e equilíbrio.

Labirinto ósseo

É um antro que aloja o labirinto membranáceo, sendo composto de três partes: cóclea, vestíbulo e canais semicirculares. Suas paredes são feitas de osso que é mais denso do que o restante da parte petrosa do temporal e constitui a cápsula ótica.

  • Cóclea: É a parte anterior do labirinto, responsável pela audição. É uma parte do labirinto ósseo semelhante a um caracol que contém o ducto coclear (labirinto membranáceo). Consiste em um canal espiralado de 32 mm de extensão, com duas voltas (giros) e meia ou duas voltas e três quartos. Tem forma cônica, com base medindo 8 a 9 mm de largura e 5 mm da base ao ápice.
  • Vestíbulo: Pequena câmara oval central que contém dois sacos: o utrículo e o sáculo (labirinto membranáceo). É contínuo com a parte óssea da cóclea e com os canais semicirculares.
  • Canais semicirculares: são três canais posicionados superiormente em relação ao vestíbulo, tendo comunicação com este. Os canais são o anterior, posterior e o lateral.

Labirinto membranáceo

Consiste em uma série de sacos e ductos comunicantes que estão suspensos no labirinto ósseo. O labirinto membranáceo contém endolinfa, e é composto por:

  • Labirinto vestibular: formado pelo utrículo e pelo sáculo, dois pequenos sacos comunicantes situados no vestíbulo do labirinto ósseo. Além disso, também há os ductos semicirculares, três tubos que se abrem no utrículo através de cinco aberturas
  • Labirinto coclear: composto pelo ducto coclear, situado na cóclea. O teto do ducto coclear é formado pela membrana vestibular. O assoalho do ducto também é formado por parte do ducto, a lâmina basilar, mais a margem externa da lâmina espiral óssea. O receptor dos estímulos auditivos é o órgão espiral (de Corti), situado sobre a lâmina basilar. É coberto pela membrana tectória gelatinosa.
Fig 6. Corte transversal da cóclea. Fonte: Koeppen e Stanton, 2009.

Endolinfa X Perilinfa

PerilinfaEndolinfa
O líquido no labirinto ósseo, incluindo a escala vestibular e a escala timpânicaSemelhante ao líquido cerebrospinal.
Contém mais sódio que potássio.*
O líquido no labirinto membranoso, incluindo a escala média, é a endolinfa, Semelhante ao líquido intracelular
Rica em potássio,  e pobre em sódio.*
*As principais diferenças em composição iônica entre os dois líquidos são importantes para a função da orelha interna.

VASCULARIZAÇÃO, DRENAGEM E INERVAÇÃO DA ORELHA INTERNA

VascularizaçãoDrenagem linfáticaInervação
IRRIGAÇÃO:
Suprida principalmente pela artéria do labirinto. O ramo estilomastóideo da artéria occipital ou a artéria auricular posterior também suprem os canais semicirculares.  
DRENAGEM:
As veias que drenam o vestíbulo e canais semicirculares acompanham as artérias, formando a veia do labirinto.
Provavelmente drenam para os linfonodos mastóideos.Nervo vestibulococlear:
– parte vestibular: inervam as máculas do utrículo e sáculo e as cristas ampulares dos canais semicirculares.
– parte coclear: provê o sentido da audição.

NERVO VESTÍBULOCOCLEAR (NC VIII)

O nervo vestibulococlear é do tipo aferente somático especial — isto é, o sentido especial da audição, do equilíbrio e do movimento (aceleração/desaceleração). Este, emerge da junção da ponte e do bulbo, no sulco bulbopontino, e segue através da fossa posterior do crânio, para entrar na parte petrosa do osso temporal pelo meato acústico interno, onde se divide em um tronco anterior, o nervo coclear, e um tronco posterior, o nervo vestibular.

  • O nervo vestibular é formado pelos prolongamentos centrais de neurônios bipolares no gânglio vestibular. Os prolongamentos periféricos dos neurônios estendem-se até as máculas do utrículo e sáculo (sensíveis à aceleração linear e à força da gravidade em relação à posição da cabeça) e até as cristas ampulares dos ductos semicirculares (sensíveis à aceleração rotacional).
  • O nervo coclear é formado pelos prolongamentos centrais dos neurônios bipolares no gânglio espiral da cóclea; os prolongamentos periféricos dos neurônios estendem-se até o órgão espiral para prover o sentido da audição.

FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO VIA AUDITIVA PERIFÉRICA

As ondas sonoras que entram no meato acústico externo atingem a membrana timpânica, fazendo com que vibre. As vibrações sonoras passam pelos ossículos, fazendo que o estribo oscile para a frente e para trás contra a janela do vestíbulo. Essa oscilação cria ondas de pressão na perilinfa da rampa do vestíbulo, que são transferidas para a endolinfa do ducto coclear.

Essas ondas fazem que a membrana basilar vibre para cima e para baixo, em direção à membrana tectória. As células ciliadas no órgão espiral movem-se junto à membrana basilar, fazendo que seus cílios se curvem. Assim, as células ciliadas liberam neurotransmissores que excitam as fibras nervosas cocleares (do nervo vestibulococlear) que transmitem informações vibratórias (sonoras) para o encéfalo.

SISTEMA AUDITIVO CENTRAL

O dobramento dos estereocílios das células ciliadas do órgão espiral promove a liberação de um neurotransmissor (provavelmente o glutamato), que gera impulsos nervosos nos neurônios sensitivos que inervam as células ciliadas.

Os corpos celulares dos neurônios sensitivos estão localizados nos gânglios espirais. Os impulsos nervosos passam através dos axônios desses neurônios, que formam a parte coclear do nervo vestibulococlear (VIII).

Esses axônios do nervo coclear formam sinapses com neurônios nos núcleos cocleares no bulbo naquele mesmo lado. Alguns dos axônios dos núcleos cocleares passam por um cruzamento no bulbo e ascendem em um trato chamado de lemnisco lateral no lado oposto e terminam no colículo inferior do mesencéfalo. Outros axônios dos núcleos cocleares terminam no núcleo olivar superior em cada lado da ponte. Diferenças sutis no tempo que demora para que os impulsos nervosos provenientes das duas orelhas cheguem nos núcleos olivares superiores permitem a localização da fonte do som.

Axônios dos núcleos olivares superiores também ascendem no lemnisco lateral em ambos os lados e terminam nos colículos inferiores.

A partir de cada colículo inferior, os impulsos nervosos são transmitidos para o núcleo geniculado medial no tálamo e, finalmente, para a área auditiva primária do córtex cerebral no lobo temporal do cérebro (ver áreas 41 e 42 na Figura 14.15). Como muitos axônios auditivos cruzam o bulbo, trocando de lado, enquanto outros permanecem no mesmo lado, as áreas auditivas primárias direita e esquerda recebem impulsos nervosos de ambas as orelhas.

CORRELAÇÕES CLÍNICAS

Otite média

A infecção e a inflamação da orelha média, chamadas de otite média, geralmente começam como uma infecção de garganta que se espalha para a orelha média através da tuba auditiva. Fluido e pus podem se acumular na cavidade da orelha média e exercer uma pressão dolorosa dentro desse espaço confinado. Mais crianças do que adultos desenvolvem otite média porque a tuba auditiva das crianças é mais curta e entra na faringe em um ângulo menos agudo.

Cinetose

É um problema resultante de um conflito entre os sentidos relacionados com o movimento. Por exemplo, se você está dentro de um barco que está se movendo, o seu aparelho vestibular informa ao encéfalo que existe o movimento das ondas. Porém, os seus olhos não percebem o movimento. Isso causa um conflito entre os sentidos. Os sintomas da cinetose incluem palidez,ansiedade, excesso de salivação, náuseas, tontura, suor, dor de cabeça e mal-estar, que podem progredir para o vômito. Uma vez que o movimento é interrompido, os sintomas desaparecem.

Surdez

A perda auditiva condutiva pode resultar de trauma à orelha externa ou média, bloqueio do meato acústico externo ou ruptura da membrana timpânica (p. ex., por sons intensos ou alterações extremas de pressão).  Ela também pode resultar da inflamação crônica da membrana timpânica, ou  de uma infecção da orelha média. Perda auditiva neurossensorial é a forma mais prevalente de comprometimento da audição. Ela designa perda ou lesão das células ciliadas sensitivas ou da sua inervação.

Perfuração da membrana timpânica

Pode ser causada por pressão exagerada de um cotonete ou objeto afiado no meato acústico externo. No entanto, a causa mais comum é a otite média, na qual o acúmulo de pus à membrana timpânica exerce uma pressão que rompe a fina membrana. O tímpano perfurado cicatriza bem, mas pequenas quantidades de cicatrizes podem diminuir permanentemente a acuidade auditiva.

Síndrome de Meniere

Está relacionada com produção excessiva de endolinfa ou obstrução do aqueduto da cóclea e é caracterizada por crises recorrentes de tinido, perda auditiva e vertigem. Esses sintomas são acompanhados por sensação de pressão na orelha, distorção de sons e sensibilidade a ruídos. Um sinal característico é o abaulamento do ducto coclear, do utrículo e do sáculo causado pelo aumento do volume endolinfático.

REFERÊNCIAS

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ZORZETTO, Neivo Luiz. Anatomia da orelha. Costa SSD, et al. Otorrinolaringologia-Princípios e Prática. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, p. 26, 2006.