Anatomia & Filosofia: PROGRAMAÇÃO PREDITIVA E PROFECIA AUTORREALIZÁVEL

Dr. Rodson Ricardo Souza do Nascimento

“O futuro não pode ser previsto, mas pode ser preparado” (Michel Godet)

Introdução

As ciências humanas estudam os mecanismos que mantêm as sociedades unidas. Merecem destaque a coesão, a persuasão e a influência. A coesão “é o grau em que indivíduos que participam de um sistema social se identificam com ele e se sentem obrigados a apoiá-lo, especialmente no que diz respeito a normas, valores, crenças e estruturas”1. Tanto a persuasão quanto a influência compartilham do mesmo objetivo de mudar o comportamento ou a atitude de alguém. Persuasão é um processo explícito e racional que exige que se comunique o que se quer, ao passo que o trabalho de influência é silencioso e inconsciente2.

Etimologicamente a palavra influência vem do latim, influentia, que designava o poder oculto que os astros tinham de modificar o destino dos homens na Idade Média. No século XX a influência foi amplamente estudada pelos cientistas sociais e psicólogos como um dos principais mecanismos de controle social. A influência explicaria a moda, a difusão das ideias e a histeria das massas3. Dezenas de estudos na área comprovaram a influência do grupo sobre a consciência individual (“efeito Ash”, “efeito Milgran”, “efeito pé na porta”, “Dissonância cognitiva”, etc). A relação entre persuasão, influência e manipulação é, na maioria das vezes, tênue e envolve aspectos convicções morais do cientista.

A persuasão coercitiva

O tema da “persuasão coercitiva” é um dos mais fascinantes e polêmicos das ciências humanas, em especial, da Psicologia. Embora sua existência seja essencial para a maior parte das psicoterapias atuais (como a terapia cognitivo comportamental e a psicologia positiva), sua eficácia não é reconhecida pelo establishment acadêmico. A premissa do controle mental é que a mente humana pode ser alterada por meio da propaganda ou controlada por certas técnicas psicológicas que vão desde a simples venda de um produto comercial até a lavagem cerebral por agências de informação. O objetivo dessas técnicas psicológicas é reduzir ao máximo a resistência a novas ideias, valores ou comportamentos.

O uso político da psicologia
O controle mental pode ser feito de forma ética, mas também pode ser usado para dominar pessoas, grupos e populações inteiras. Nesse caso, busca-se reduzir ao máximo a capacidade do outro de pensar criticamente ou de forma independente, visando a introdução de novos pensamentos e ideias indesejados em suas mentes, bem como para mudar suas atitudes, valores e crenças (algumas técnicas educacionais fazem isso através de “dinâmica de grupo” ou “vivências”).

Trata-se portanto do uso do conhecimento psicológico como poder político e controle social. “Poder” é um conceito sociológico fundamental. Um dos fundadores da sociologia, Max Weber (1864-1920), conceitua o poder como “a capacidade de controlar indivíduos, eventos ou recursos – fazer com que aconteça aquilo que a pessoa quer, a despeito de obstáculos, resistências ou oposição”4. Mas o poder também significa a capacidade de moldar crenças e valores de outras pessoas através do controle sobre a mídia, as instituições educacionais e científicas. O poder sobre a informação está associado ao uso político da Propaganda pelo Estado no passado ou pelas Grandes Corporações na atualidade. Por Propaganda, entenda-se aqui “a difusão de uma ideia ou doutrina destinada a modificar as opiniões, os sentimentos ou as atitudes da pessoa ou do grupo aos quais é dirigida”5.

Os sociólogos têm chamado a atenção para as relações entre propaganda, comunicação de massa e mídia nas sociedades contemporâneas. Os seres humanos aprendem sobre o mundo adquirindo coletivamente informações, filtrando-as e compartilhando o que sabemos. A comunicação de massa “é a transmissão de informações por especialistas trinados a uma plateia grande e diversificada espalhada por uma grande território”6. Os meios de comunicação de massa incluem jornais, rádio, livros, revistas, televisão e cinema. Grandes empresas, assim como os governos, podem controlar a informação veiculada pela mídia de um país. Os sociólogos buscam descobrir que efeito esses meios de comunicação exercem sobre a mente, os valores e comportamentos dos indivíduos. Fazem também perguntas como quem controla a mídia? A que interesse ela serve? De que maneira suas mensagens afetam a plateia? De que maneira essas mensagens molda e controla a população?

A verdade é que a propaganda e a mídia são essenciais para que seja mantido o “controle social” das pessoas numa sociedade complexa. O “controle social é um conceito que se refere às maneiras como os pensamentos, sentimentos, aparência e comportamento de pessoas são regulados nos sistemas sociais”7.

Não existe controle social sem controle mental e não é possível tal controle sem o domínio da informação e do conhecimento. A história registra que os impérios sempre reconheceram a importância do controle mental para a conquista de seus objetivos. No Ocidente, desde a Segunda Guerra Mundial, graças à ação do Ministro da Propaganda nazista Joseph Goebbels (1897-1945), a Alemanha elevou o controle e a manipulação mental a níveis inimagináveis. Goebbels foi um gênio da propaganda e seu trabalho foi vital para o sucesso nazista. Ele era um estudioso da técnica cinematográfica e foi o primeiro a usar o cinema como arma de guerra. Quando Adolfo Hitler chegou ao poder, Goebbels, então com 35 anos, se tornou o “Ministro do entretenimento Popular e da Propaganda”. Para Goebbels, o cinema era um meio ideal de atingir o inconsciente das massas. Através do uso da mídia, ele foi capaz de potencializar a presença de Hitler em todo o mundo para fazê-lo parecer messiânico e invencível.

Durante toda a Guerra Fria americanos e soviéticos rivalizam para saber quem detinha o melhor domínio sobre a manipulação psicológica. Um exemplo dessa disputa foi o Projeto MKUltra.

Projeto MKUltra
O Projeto MKUltra (ou MK-Ultra) foi o codinome de um programa experimentação da mente humana secreto projetado e realizado pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA). Os experimentos psicológicos tinham como objetivo desenvolver procedimentos e identificar drogas como o LSD que poderiam ser usadas em interrogatórios para enfraquecer indivíduos e forçar confissões por meio de tortura psicológica e lavagem cerebral de inimigos. O MKUltra usou vários métodos para manipular os estados mentais e funções cerebrais de seus sujeitos, como restrição do sono, a administração secreta de altas doses de drogas psicoativas (especialmente LSD) e outros produtos químicos, eletrochoques, isolamento e privação sensorial e hipnose. O MKUltra começou em 1953, foi reduzido em escopo em 1964 e 1967, e foi interrompido em 1973. Foi organizado por meio do “Escritório de Inteligência Científica da CIA” e coordenado com os Laboratórios de Guerra Biológica do Exército dos EUA. O programa, apesar de ilegal, desenvolveu atividades “de pesquisa científica” em mais de 80 instituições, incluindo faculdades e universidades, hospitais, prisões e empresas farmacêuticas. A CIA operava usando organizações de fachada e a maioria dos envolvidos não sabia o que realmente estava estudando. Somente um pequeno grupo dos cientistas e alguns altos funcionários dessas instituições estiveram cientes do envolvimento da CIA ou do objetivo do projeto. Um desses cientistas foi o psiquiatra britânico William Walters Sargant (1907 – 1988), que realizou uma pesquisa multicultural sobre o controle da mente, chegando inclusive a visitar o Brasil na década de 1970. Sargant registrou os resultado de suas pesquisas no livro “A possessão da mente” (1973):

“Quando o sistema nervoso de um homem fica sujeito a um grau de esforço tal que o seu cérebro não consegue mais reagir normalmente – com este esforço imposto por alguma experiência singular ou então por tensões de intensidade menor da de maior duração – ele começa a comportar-se de maneira anormal, pelos modos delineados por Pavlov e outros pesquisadores. Ele se tornará muito mais sugestionável do que em seu estado mental normal, muito mais aberto às ideias e às pessoas de seu meio ambiente imediato, e muito menos capaz de reagir a elas com cautela, dúvida, crítica e ceticismo. Pode ser levado a uma condição em que sua atividade cerebral, o às vezes a uma parte isolada desta, tornar-se paradoxal, de maneira a inverter sua perspectiva e seus valores habituais; e pode alcançar uma condição em que se torne tão docilmente submisso a ordens e sugestões como uma pessoa hipnotizada, podendo ser induzido a adotar formas de comportamento que rejeitaria como estupidas ou imorais, quando senhor de si: e, com sugestão pós –hipnótica, pode ser levado a agir desse modo mesmo depois de voltar do seu transe e aparentemente ter readquirido sua consciência normal de homem desperto”8.

Um aspecto importante quando pensamos em controle mental é a “desindividualização”, termo que explica os processos de perda da identidade individual diante em uma multidão. Segundo o psicólogo social Gustave LeBon (1841-1931), em seu livro “A psicologia das massas” (1895), “A multidão é sempre intelectualmente inferior ao indivíduo isolados”, por isso um dos objetivos da guerra psicológica é criar o “efeito rebanho”, pânico, histeria ou ódio generalizado no grupo alvo, pois “um indivíduo em uma multidão é um grão de areia em meio a outros grãos de areia, que o vento agita à vontade”. Segundo LeBon “os comportamentos agressivos e mais imperais demonstrados pelos bandos de linchamentos [ex, em sua opinião, os revolucionários franceses] espalhavam-se por esses bandos ou multidões por contagio, como uma doença, destruindo o senso moral e o autocontrole o indivíduo. Seus colapsos, ele argumentava, levam as multidões a cometer atos destrutivos que poucos indivíduos cometeriam se estivessem agindo sozinhos”9.

Desde então todos os exércitos possuem um “departamento de guerra psicológica” ou “não convencional”. O Departamento de Defesa dos EUA, por exemplo define “guerra psicológica”, como: “O uso planeado de propaganda ou outras ações psicológicas com o objetivo primário de influenciar as opiniões, emoções, atitudes e comportamento de grupos estrangeiros hostis, de forma a alcançar os objetivos da nação”. O objetivo da guerra psicológica, segundo documento oficial do Pentágono é promover “programas de produtos e ações planejados para transmitir determinadas informações e indicadores a públicos estrangeiros com o objetivo de influir nas suas emoções, atitudes, opiniões e, particularmente, no comportamento de governos, organizações, grupos e indivíduos não pertencentes aos Estados Unidos”.

É preciso definir alguns termos usados na propaganda: manipulação, influência e persuasão. A manipulação difere da influência geral e da persuasão. A Persuasão é a capacidade de mover uma pessoa ou pessoas para uma ação desejada, geralmente dentro do contexto de um objetivo específico. A influência e a persuasão não são positivas nem negativas. A influência é geralmente percebida como inofensiva, pois respeita o direito do influenciado de aceitá-la ou rejeitá-la, e não é indevidamente coercitiva. Os estudos sobre a comunicação persuasiva e sua relação com à obediência à autoridade começaram no final dos anos 1940, particularmente na Universidade de Yale, nos EUA10. Para os sociólogos, a comunicação persuasiva coletiva acontece, principalmente, através da manipulação da informação e do uso sistemático da grande mídia. Um tipo de técnica de controle mental atual é a Programação Preditiva”.

Imagem do clipe de Do the evolution – Pearl Jam

Programação Preditiva

Para muitos a prospectiva é parte da agenda das ciências sociais. Segundo esses “futurólogos” é necessário antecipar cenários futuros e a prospectiva científica substitui a previsão religiosa. Os estudos prospectivos tiveram seu auge nos anos de 1950. Atualmente o papel do propectivista é o de um “conspirador do futuro”, sendo muito empregado por Estados em suas políticas públicas ou por grandes empresas em suas análises estratégicas sobre mercado11.

Mas existe um outro campo em que os propectivistas atuam: os meios de comunicação de massa. A Programação Preditiva é a teoria de que o governo ou grandes corporações (financeiras, farmacêuticas, tecnológicas) usam livros de ficção científica, seriados ou filmes como uma ferramenta de controle mental em massa para tornar a população mais receptiva aos eventos futuros planejados. A programação preditiva é uma forma sutil de condicionamento psicológico fornecido pela mídia para informar o público sobre as mudanças sociais planejadas a serem implementadas em um curto prazo. O pressuposto é que existe uma resistência natural dos nossos cérebros a novidade. Por isso, se e quando essas mudanças forem implementadas, “o público já estará familiarizado com elas e as aceitará como progressões naturais, diminuindo assim possíveis resistências e comoções públicas”.

Um elemento importante na informação difundida pela mídia é o cálculo de seus efeitos futuros sobre a plateia. Nesse caso a programação preditiva destinava-se a “dessensibilizar” o púlpito ou manipular a forma como a notícia ou informação é passada. A verdade é que não existe “relato neutro” da informação na mídia. Isso porque existem estudos que mostram a forma como um estímulo é apresentado é muito importante para o seu resultado final.

Além disso, a quantidade de exposição ao evento também afeta sua percepção. A exposição do público a determinado evento ou comportamento tido como ruim ou repulsivo, de uma forma “neutra ou positiva”, fará com que ele seja aceito. Isso porque há uma “tendência ao conformismo” natural que faz com que uma pessoa tenda a aceitar o que a maioria da sociedade considera “normal e positivo”. Esse é o caso do ateísmo, divórcio ou homossexualismo.

Porém, o principal objetivo da Programação Preditiva é prever como determinado grupo se comportaria num cenário futuro. O caso da “Guerra dos Mundos”, transmitido pela rádio teatro estadunidense Columbia Broadcasting System, durante o Halloween de 1938. O “experimento” foi dirigido e narrado pelo ator e futuro cineasta Orson Welles (1915-1985). Esse evento ficou famoso por causar pânico em massa e alucinações coletivas em algumas cidades do EUA.

A programação preditiva em sua essência é uma tática para reduzir a resistência, introduzindo conceitos que parecem absurdos e reintroduzindo-os continuamente para fazer com que esses conceitos pareçam mais prováveis ou, no mínimo, aceitáveis. Programação Preditiva pode acontecer de forma sistemática ou isolada e pode incluir notícias, filmes, documentários e mesmo desenhos infantis. Como sempre, há uma razão pela qual os filmes e a televisão são usados como principais meios de propaganda. Ao assistir algo dessa natureza, uma pessoa normalmente percebe isso como entretenimento e sua guarda teórica será abaixada e as mensagens subliminares irão diretamente para o subconsciente.

Isso é explicado pela “Teoria da aprendizagem social”. Nesse processo, um organismo aprende um comportamento por meio da observação do comportamento de um outro organismo. Essa teoria enfatiza o papel da observação das pessoas das outras pessoas e da cooperação das autoridades com a mudança de comportamentos. Segundo seu criador, o psicólogo canadense Albert Bandura (1925-2021), todos os fenômenos que ocorrem por meio de experiências diretas podem também ocorrer de forma “vicariante”, ou seja, através da observação: “Um dos primeiros e mais básicos pressupostos da teoria social cognitiva de Bandura é que os humanos são muito flexíveis e capazes de aprender inúmeras atitudes, habilidades e comportamentos e que boa parte dessa aprendizagens são resultado de experiências vicariantes. Ainda que as pessoas possam aprender e aprendam com a experiência direta, muito dos que elas aprendem é adquirido por meio da observação dos outros”12.

Bandura explica que por “reforço vicariante” entende-se o aprendizado a partir da observação de outras pessoas e das consequências geradas ou obtidas por elas. No famoso experimento do “João-bobo”, Bandura procurou confirmar tal teoria ao fazer um experimento com o boneco citado. Três grupos de crianças foram submetidos a um filme diferente cada, nos quais adultos agrediam os bonecos. No primeiro filme o adulto era recompensado por agredir o boneco, no segundo filme era punido e no terceiro filme não sofria nenhuma consequência. Depois do filme, as crianças foram colocadas em uma sala onde podiam ser observadas sem perceberem. Na sala havia diferentes brinquedos, dentre eles um João-bobo. Relatou-se que o grupo que viu o adulto sendo recompensado tendia a repetir com maior frequência as agressões quando comparado aos dois últimos grupos. Sua conclusão é que comportamentos agressivos se tornam mais frequentes ao ver outros serem recompensados por sua agressividade. Esse aprendizado frequentemente não se restringe a “imitar” e passa a “identificar-se” com a “pessoa-modelo”. Esse é o fenômeno da “modelagem comportamental”.

A profecia autorrealizável (self-fulfilling prophecy)

O uso da programação preditiva está fundamentado no conceito sociológico de “profecia autorrealizável”, porque uma vez que uma expectativa social é criada, quando esses eventos começam a acontecer, a população pode parecer mais propensa a aceitar o evento como “destino”. Na sociologia isso é conhecido como “Teorema de Thomas”:

“Se os homens definem certas situações como reais, elas são reais em suas consequências”13.

O conceito de profecia autorrealizável está ligado ao sociólogo norte-americano Robert Merton (1910 – 2003). Segundo ele uma profecia autorrealizável, autorrealizadora ou autorrealizada: “é um prognóstico que, ao se tornar uma crença, provoca a sua própria concretização. Quando as pessoas esperam ou acreditam que algo acontecerá, agem como se a profecia ou previsão já fosse real e assim a previsão acaba por se realizar efetivamente”. Ou seja, ao ser assumida como verdadeira – embora seja falsa – uma previsão pode influenciar o comportamento das pessoas, seja por medo ou por confusão lógica, de modo que a reação delas acaba por tornar a profecia real.

O conceito foi desenvolvido por Merton no seu livro “Teoria Social e Estrutura Social”, publicado em 1949. A tese de Merton é que somos movidos por crenças coletivas, sejam elas verdadeiras ou não. Sociologicamente a realidade não é algo “natural” mas “construído” por crenças e valores; “Num sentido mais básico, a função das crenças culturais na vida social não é apenas a de representar a realidade, mas promover sua criação e recriação”14.

Merton estudou a corrida aos bancos de acionistas que, temendo a queda do valor dos títulos, motivada por um boato de que um banco está em dificuldades, apressam-se em retirar os valores ali depositados e liquidar outros negócios, de modo que o banco acaba mesmo falindo pois isso provocou a queda real do preço das ações. Nas palavras de Merton: “A profecia autorrealizável é, no início, uma definição falsa da situação, que suscita um novo comportamento e assim faz com que a concepção originalmente falsa se torne verdadeira”. Por isso quem tem o controle da informação tem o controle da realidade social.

Assim, se as pessoas passam meses ouvido falar de vírus, fome ou guerras elas estariam mais dispostas a “darem a resposta esperada” quando solicitadas. O evento desejado vai se tornar realidade porque as pessoas agiram como se ele já tivesse acontecido. O escritor e teólogo C. S. Lewis (1898-1963) sempre alertou para a importância política da imaginação. A imaginação é a capacidade de resolver situações, criando possibilidades de lidar com o desconhecido e buscando soluções. O maior efeito da programação preditiva é o controle da imaginação porque a ferramenta mais utilizada na técnica é a ficção científica, ao criar essas histórias o autor pode determinar limites de imaginação e mostrar aos poucos o que “acontecerá no futuro”. Um exemplo histórico disso foi o movimento cosmismo de Nicolai Fiodorov15.

REFERÊNCIAS

1 JOHNSON, Alla G. Dicionário de sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, P. 41.

2 KUHNKE, Elizabeth. Persuasão e influência para leigos. Rio de janeiro: Alta Books, 2013.

3 DORTIER, Jean – François. Dicionário de ciências humanas. São Paulo: Martins Fontes, 2010, p.311

4 JOHNSON, Alla G. Dicionário de sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 177.

5 SILLAMY, Norbert. Dicionário de Psicologia Larousse. Porto Alegre: 1998, p. 186

6 JOHNSON, Alla G. Dicionário de Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 44

7 JOHNSON, Alla G. Dicionário de Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 54

8 SARGANT, William. A possessão da mente. Rio de Janeiro: Imago, 1973, p. 237

9 ATKINSON & HILGARD. Introdução à psicologia. São Paulo: Cergage, 2018, p. 467.

10 ATKINSON & HILGARD. Introdução à psicologia. São Paulo: Cergage, 2018, p. 509

11 DORTIER, Jean – François. Dicionário de ciências humanas. São Paulo: Martins Fontes, 2010, p. 511.

12 FEIST, Jesse e FEIST, Gregory. Teorias da personalidade. Porto Alegre: Artmed, 2013.p. 330

13 DORTIER, Jean – François. Dicionário de ciências humanas. São Paulo: Martins Fontes, 2010, p. 509

14 JOHNSON, Alla G. Dicionário de sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 183.

15 O cosmismo foi um movimento teológico, filosófico e cultural que surgiu na Rússia na virada do século XIX e, novamente, no início do século XX. O movimento envolve teologia ortodoxa, esoterismo, ficção cientifica, literatura, filosofia e ciências naturais. O cosmismo incluía uma ampla teoria da filosofia da natureza, combinando elementos de religião e ética com evolucionismo, avanço cientifico, domínio do cosmos e imortalidade humana e ressureição física dos mortos. A ideologia cósmica impulsionou o pioneirismo soviético na propulsão de foguetes e nas viagens espaciais além de ser a base do transhumanismo.

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